A China não pagará pelas emissões de dióxido de carbono de seus aviões na Europa, afirmou uma fonte da aviação civil chinesa, depois que a Comissão Europeia alertou que oito companhias do gigante asiático poderão receber multas por falta de pagamento.

“O governo chinês não aceitará nenhuma medida unilateral e obrigatória”, disse Yan Mingchi, vice-diretor geral do departamento de regulamentação na Administração da Aviação Civil, de acordo com a France Presse, citando o jornal “China Daily”.
“As aeronaves em países em desenvolvimento deveriam receber suporte financeiro e tecnológico em seus esforços para enfrentar os efeitos da mudança climática”, disse.

A Comissão Europeia (CE) anunciou na sexta-feira (18) que oito empresas aéreas da China e duas da Índia correm o risco de receber multas de mais de US$ 3 milhões pelo não pagamento por suas emissões de gases que provocam o efeito estufa dentro do bloco europeu.
De acordo com a CE, os países-membros podem aplicar multas às empresas aéreas sob os termos do Sistema de Negociação de Emissões (ETS) da UE, elaborado para reduzir a emissão de dióxido de carbono.

Em uma iniciativa que gerou muita controvérsia, a UE incluiu ano passado as empresas aéreas no ETS, o que motivou reclamações dos Estados Unidos e da China, que afirmam que a taxa viola o direito internacional.
Segundo a CE, quase todas as empresas aéreas assumiram as obrigações pelo ETS, mas oito empresas chinesas e duas indianas decidiram não pagar. A dívida das empresas chinesas chegaria a 2,4 milhões de euros.
A taxa de carbono obriga as companhias que voam em território da União Europeia a pagar pelo equivalente a 15% de suas emissões de dióxido de carbono, ou 32 milhões de toneladas de CO2. A Comissão Europeia calcula que a taxa vai obrigar as companhias a acrescentar entre 4 e 24 euros no preço dos voos de longo percurso.

Via G1