Cidade do interior de São Paulo confirma novo óbito de primata

Durante os primeiros meses de 2017, o número de casos de febre amarela aumentou drasticamente no Brasil e causou mortes em homens e animais. Os estados mais afetados pela doença são Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, fato que não descarta o alerta para as demais cidades do país.

Segundo o ministério da saúde, casos confirmados chegam a 396, mas a investigação aproxima-se de mil suspeitos. Já são contabilizadas 134 mortes humanas relacionadas à doença e cinco óbitos de macacos. Tais motivos levaram o Governo Brasileiro a tomar medidas emergenciais e criar campanhas de vacinação incisivas nas áreas mais infectadas do território nacional.

A febre amarela é transmitida apenas pela picada do mosquito e a pessoa contaminada fica até sete dias com o vírus no corpo em capacidade de disseminação. Os pacientes da enfermidade costumam apresentar sinais por até cinco dias como febre, dores musculares em todo o corpo, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas e vômito, olhos, face ou língua avermelhada, fotofobia, fadiga e fraqueza. Entretanto, os sintomas podem se agravar 24 horas após o desaparecimento destes citados acima e comprometer órgãos e sistemas, como fígado e rins.

A vacina
A vacina apresenta eficácia acima de 95% e permanece ativa por dez anos. É recomendada para toda população brasileira, sobretudo residentes das áreas de risco ou pessoas que pretendem visitar estes locais, seja dentro ou fora do território verde e amarelo.

Devido ao surto, alguns países estão exigindo que viajantes procedentes do Brasil tenham sido vacinados contra a febre amarela. Até o momento, o Panamá, Nicarágua, Venezuela, Costa Rica, Equador e Cuba são as nações que requerem a precaução para viajantes acima de nove meses de idade.

A vacina é contraindicada para alguns grupos:

  • crianças com idade menor que seis meses;
  • pessoas que possuem hipersensibilidade a algum componente da vacina;
  • portadores de imunodeficiências;
  • pessoas de risco como gestantes ou que estejam amamentando crianças menores de seis meses e portadores do vírus HIV. Nestes casos, deve-se levar em consideração o risco e o benefício de cada paciente.

A culpa não é do macaco
Ao contrário do que muitos pensam, os macacos não estão proliferando febre amarela. Estes animais são vítimas da mesma forma que os humanos e suas mortes evidenciam e alertam que há circulação da doença pela região. A transmissão do vírus acontece pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, geralmente encontrados em regiões silvestres, e pelo famoso Aedes Aegypti, em locais urbanos.

Há biólogos que apostam na teoria de que a propagação da febre amarela está relacionada ao desastre de Mariana. A hipótese sustenta-se no fato dos casos terem aumentado nas regiões que cercam a cidade e, por questões naturais, tornam os animais mais frágeis e suscetíveis a contrair a doença.

Nestes casos, os macacos não passam o vírus para outros seres diretamente. O que acontece é que, a partir dele, assim como em humanos, o mosquito pode picar o primata e, a partir dele, transmitir a febre amarela para demais indivíduos. Isso significa que, da mesma forma que o homem tem sofrido com o surto da doença, os macacos também são afetados.