Os altos índices de congestionamento e a superlotação dos meios do transporte público nas grandes cidades brasileiras têm incentivado muitas pessoas a utilizarem as bicicletas para chegar até o local de trabalho.

Algumas empresas até oferecem incentivos para os ciclistas, mas ainda há muitos desafios a serem vencidos.

Nas metrópoles brasileiras, os meios de transporte público estão quase sempre lotados e a maioria dos automóveis leva apenas o motorista. De acordo com um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizado este ano, os moradores da Grande São Paulo são os que gastam mais tempo para fazer o trajeto de casa até o trabalho.

O número de pessoas que pedalam até as empresas tem aumentado, mas não são todos que acreditam na bike como uma opção viável de transporte. O medo de ficar suado é um empecilho maior do que os acidentes nas ruas.

“Além do medo dos acidentes no trânsito, a falta de chuveiros é um grande obstáculo para as pessoas optarem pelas bicicletas”, diz o balconista João Alexandre Binotti, que percorre até nove quilômetros até chegar ao trabalho. “Uso uma roupa para pedalar e deixo separados no trabalho itens de higiene, como desodorante e toalha”, explica o ciclista, que instalou apoios para os clientes que chegam de bicicleta à lanchonete em que trabalha.

Para Roberson Miguel, empresário que percorre, diariamente, 24 quilômetros somados para ir e voltar do trabalho, o maior desafio é atravessar pontes e viadutos do trajeto. “Mas, infelizmente, a maioria das pessoas ainda usa a reação fisiológica à atividade física (o suor) como desculpa para não abrir mão de seus carros”, afirma o empresário, que também leva na mochila trocas de roupas e itens de higiene.

“Sentir-se seguro ao andar de bicicleta pela cidade é o primeiro passo para usar o meio de transporte até o local de trabalho. Pedalar aos finais de semana, participar de passeios noturnos e traçar rotas alternativas são as melhores maneiras de ganhar confiança para ir ao trabalho pedalando”, finaliza o ciclista.

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo