No mundo animal, a grandes surpresas que nos ensinam lições para o nosso dia a dia, uma delas é a monogamia!

Que é basicamente a fidelidade ao parceiro, ou seja, formam casais pro resto da vida, ou determinado tempo onde a fidelidade é a base do relacionamento.

Mais o que é a monogamia?

Monogamia, no reino animal é uma forma de relacionamento em que um indivíduo tem apenas um parceiro durante toda a vida, ou durante um determinado período da sua vida – a última monogamia em série.

Porém, monogamia, fidelidade ou casais que se juntam para toda a vida, não se referem todos à mesma coisa e não se aplicam sempre em simultâneo, embora estejam relacionados.

Alguns animais são monogâmicos apenas por um determinado período de tempo. Por exemplo, juntam-se a um parceiro para procriar e são fiéis a esse parceiro durante o tempo que estão com ele, mas, na época de acasalamento seguinte, podem decidir juntar-se a outro parceiro.

Também existem animais que formam pares para toda a vida, sem serem monogâmicos. Formam casais que não se “separam”, mas cada indivíduo pode pertencer a vários casais deste género.

Motivo destes animais serem monogâmicos?

Ao longo da evolução da vida na Terra, puderam ter sido vários os motivos que levaram algumas espécies a adotar a monogamia no seu estilo de vida.

Para percebermos como isso funciona, temos de interiorizar primeiro um conceito: o objetivo de vida de cada animal é reproduzir-se. É através da reprodução que asseguram a descendência e a continuidade da espécie. Qualquer estratégia que adotem, tem em vista cumprir esse objetivo.

Assim, poderemos pensar que numa população pequena ou muito dispersa, tem mais vantagens para um macho investir numa relação monogâmica com uma fêmea e gerar filhotes, do que ir procurar várias parceiras, difíceis de encontrar, correndo o risco de nem chegar a reproduzir-se.

A monogamia, mesmo temporária, também permite aos progenitores dedicarem mais tempo a cuidar dos seus filhotes.

Nos pinguins-imperadores, por exemplo, o casal tem de dividir as várias tarefas necessárias para cuidar dos pequenos. Um tem de ficar a cuidar do filhote, a protegê-lo do frio e de predadores, enquanto o outro tem de ir percorrer longas distâncias no mar para trazer alimento. Se fosse apenas a mãe a cuidar do filhote, não conseguiria fazer tudo isto ao mesmo tempo e o bebé teria poucas chances de sobreviver.

É para toda a vida?

Nem sempre.

Além da monogamia ser considerada rara no reino animal, estudos recentes com recurso a análises de ADN demonstram que, mesmo entre casais de animais outrora considerados monogâmicos, existem “pulinhos da cerca” esporádicos com outros parceiros.

O ADN mostrou que até entre os cisnes, os animais mais icónicos no amor e fidelidade, podem ocorrer estes encontros com outros parceiros exteriores ao casal. Mais ainda, entre cinco a seis por cento dos casais de cisnes chegam a “divorciar-se”, embora os motivos que o levem a fazê-lo sejam por enquanto desconhecidos – o insucesso na procriação pode ser um deles.

O que leva um animal monogâmico à promiscuidade não é consensual.

Uma teoria afirma que as fêmeas tendem a juntar-se a machos que sejam bons provedores e lhes possam oferecer estabilidade, mas demonstram igualmente interesse noutros machos que lhes possam oferecer algo diferente. Este “algo diferente” podem ser melhores genes, refletidos nos atributos físicos, no peso ou na resistência a doenças.

Outra teoria, defende que o acasalamento com mais do que uma fêmea aumenta as probabilidades dos machos se reproduzirem com sucesso e gerarem descendência.

Podemos citar vários animais monogâmicos: Cisnes, lobos, gibões, pinguins, peixes e a arara azul por exemplo, é comum verem-se araras e até mesmo outros psitacídeos a voarem juntos, em casais, que a partir do momento em que se juntam, geralmente é para toda a vida.

Fonte/conteúdo: Mundo dos Animais